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terça-feira, 29 de março de 2016

Foras de Série Brasileiros


Algumas concessionárias, aproveitando um nicho de mercado deixado pelas próprias montadoras, passaram a oferecer modelos diferenciados a quem se dispusesse a pagar um preço extra por essas modificações. Hoje, alguns modelos são clássicos, outros raros, outros estranhos. Confira a lista dos dez filhos bastardos que entraram para a história automobilística nacional.

1. Fiat Uno Cabriolet Sultan (1985)



Em 1985, não havia Fiat conversível. Então a Sultan, concessionária paulistana, desenvolveu o Uno Cabriolet, cuja publicidade o chamava de “o Fiat dois tempos”, ideal tanto para os dias de chuva quanto os de sol. Só o motor 1.3 não brilhava, por causa dos 134 kg a mais da conversão.

2. Ford KA SRT (2000)



Em 2000, o segmento dos esportivos nacionais não tinha o mesmo fervor dos anos 80 e 90, o que não impediu a Souza Ramos de tentar reacendê-lo com o Ford Ka SRT. O 1.0 recebia um turbo que elevava a potência em 20% (78 cv), mas sem alterar a velocidade final.

3 - Chevrolet Monza Perua (1985)




Em 1985, a GM não tinha uma perua para para brigar com a Quantum. Coube à Envemo lançar a Monza Envemo Camping, cujo porta-malas quase dobrava: 786 litros. Só o espaço no mercado não teve a mesma amplitude, pois a conversão custava quase a metade de uma Chevrolet Marajó.

4 - Ford Maverick Perua (1976)




O mercado de peruas ainda engatinhava quando a SR criou a versão para o Maverick em 1976. Muitos chegaram a levar seus carros usados para transformação, porque no final saía mais barato que comprar uma Caravan nova, que não tinha opção das duas portas extras nem do motor V8.

5. Ford Pampa SR XP (1991)




Quase duas décadas antes da Strada, a Souza Ramos criaria em 1991 o segmento das picapes leves de cabine dupla, no caso uma Ford Pampa adaptada. Além de para-choques e grade próprios, ela recebia uma cobertura extra de fibra de vidro, além do banco traseiro.

sábado, 21 de novembro de 2015

Dez maneiras estranhas de guardar o estepe


Fiat 147 Lançado em 1976, inovou ao trazer motor frontal transversal e tração dianteira. Valia de tudo para deixá-lo maior por dentro, até alojar o estepe no cofre do motor para poupar o discreto porta-malas de 352 litros de mais um volume incômodo.

GordiniComo o motor era atrás, o estepe foi para a frente. Só que o capô que abria contra o vento (levanta-se a parte traseira, não a dianteira) dificultava o acesso à roda sobressalente. Aí veio a ideia genial: o pneu era retirado por uma tampinha no meio do para-choque frontal.

Gurgel CarajásA exemplo dos primeiros Land Rover, o jipe nacional também tinha o estepe no capô. No Carajás, quem tinha menos de 1,70 metro reclamava que a roda atrapalhava a visão e que era difícil abrir o capô. Para solucionar o problema, alguns donos simplesmente o guardavam no porta-malas.

VW KombiDesde 1950, o estepe ganhou diferentes lugares na Kombi: no motor (vertical e horizontal), acima do para-choque dianteiro e sob o motorista. Mas ele durou mais tempo mesmo colocado na parede metálica que separava o banco do motorista dos passageiros da fila de trás.

Bianco SO fora de série feito nos anos 70 e 80 quase não tinha porta-malas, ocupado pelo tanque de combustível dianteiro. Atrás já havia o motor de Fusca. A solução foi colocá-lo junto ao motor, mas acima, num apertado espaço entre as torres da suspensão traseira. Lá cabia com perfeição um pneu 185/70 R13.

MP LaferEle era uma réplica nacional do MG TD inglês, só que feito sobre mecânica e chassi do Fusca. Como o motor era atrás, o estepe foi para a frente. E aquela tampa traseira com o pneu por cima? Era só uma carcaça de fibra, para manter o design do carro original.

Willys JeepNos primeiros modelos, o estepe na tampa traseira fazia o carro, que era muito leve, levantar a frente. A Willys, então, instalou-o na lateral direita traseira. Assim, compensava o peso do motorista e resolvia de vez o problema.

Fiat Uno TurboNo Uno original, o estepe ficava no motor, mas a adoção do turbocompressor e a largura extra dos pneus esportivos bagunçou tudo. O jeito foi improvisá-lo no porta-malas, coberto por uma capa de carpete, e lamentar a redução da capacidade de carga de 240 para 175 litros.

VW CrossFox - Pendurar a roda atrás virou moda nos aventureiros, a partir do EcoSport, em 2003. Mas, se o Ford nasceu assim, o CrossFox foi adaptado. Como a fixação perto da lanterna gerava muito ruído, a VW mudou o suporte em 2010, que ganhou um braço móvel no para-choque.

VW FuscaA partir de 1970, o modelo alemão trocou a suspensão de braços arrastados com barras de torção por uma moderna McPherson, com molas helicoidais. Além de mais confortável, ela liberou espaço no porta-malas dianteiro, graças à posição do estepe, que agora ficava deitado. Enquanto isso, no nosso Fusca a roda extra sempre ficou de pé.

sexta-feira, 26 de junho de 2015

10 Carros Inesquecíveis da Fiat


10 carros que já deixaram de ser produzidos, mas deixaram uma legião de fãs pelos quatro cantos do Brasil.

1. 147 (1976-1987)

O primeiro automóvel produzido pela Fiat no país é também um dos mais carismáticos de sua recente história. Lançado com motores 1.0 e 1.3, o 147 podia até não ser o veículo mais gostoso de dirigir em sua categoria, mas dava o troco oferecendo um espaço interno acima da média. O projeto robusto também transformou o 147 em sucesso: segundo a montadora, em 11 anos de vida foram fabricadas 709.230 unidades.
2. 147 Pick-Up (1979-1988)

Apresentada no Salão do Automóvel de 1978, a 147 Pick-Up inaugurou o segmento de picapes leves no Brasil. As opções de motorização eram as mesmas do 147, mas a Pick-Up podia levar até 380 quilos de carga. A distância entre-eixos era a mesma do veículo do qual deriva e a tampa traseira se abria para a esquerda em vez de para baixo.
3. Panorama (1980-1986)

Apesar de pequena para ser uma perua (tinha 3,9 metros), a Panorama esbanjava espaço por dentro - especialmente no porta-malas. Criação brasileira, ela aproveitava o motor Fiasa 1.3 de 61 cv, entregando economia de combustível e bom desempenho. Deixou de ser produzida em 1986, sendo substituída pela Elba, opção familiar derivada do Uno.
4. Premio (1985-1997)

Sucessor natural do Oggi, o Premio copiava o desesnho do Uno até as colunas centrais. Em contrapartida, vinha com um até então inédito motor 1.5 de 71,4 cv. O amplo espaço interno, característica que se tornaria marca registrada dos derivados do Uno, era o principal destaque do sedã: ninguém batia seus 444 litros de capacidade volumétrica. Antes de sair de linha em 1997, a Fiat importou os últimos lotes da Argentina, de onde ele vinha com o nome Duna.
5. Elba (1986-1997)

Lançada apenas um ano após o Premio, a Elba conseguia ser ainda mais generosa do que a Panorama. Havia duas versões: S 1.3 e CS 1.5, ambas movidas a álcool ou gasolina. Carregando 847 litros entre o assoalho e o teto, ela era a perua com maior espaço para bagagem do país. Foi aposentada pela Palio Weekend.
6. Uno Mille (1990-2013)

A versão despojada do Uno rapidamente virou um sucesso de vendas. Para desfrutar da redução de 50% no IPI para carros com motor de até 1-litro, a Fiat pegou emprestado o motor do antigo 147, reduzindo a cilindrada para 994,4 cm3. Apesar de não ser tão potente, o Mille caiu nas graças do público pela boa relação custo/beneficio e pelo baixo consumo. Com o passar dos anos, ganhou equipamentos e resistiu à despedida do Uno, sendo fabricado até 2013.
7. Coupé (1995-1996)

Desenhado pelo renomado estúdio Pininfarina, o belo Coupé foi importado para cá apenas entre 1995 e 1996. Trazia um motor 2.0 16V com 137 cv e torque máximo de 18,4 mkgf, suficientes para levá-lo de 0 a 100 km/h em 10,6 segundos e atingir a velocidade máxima de 204 km/h.
8. Tipo (1993-1997)

O moderno hatch médio desembarcou da Itália em 1993, inicialmente apenas na versão 1.6 (de 82 cv) e depois nas opções 2.0 SLX (109 cv) e 2.0 16V (137 cv). A aceitação positiva fez a Fiat fabricá-lo no Brasil de 1996 a 1997, mas o sucesso foi interrompido repentinamente quando vários casos de veículos incendiados por um vazamento do fluído de direção direto no escapamento literalmente queimou sua imagem.
9. Tempra (1991-1999)

Lançado na Europa apenas um ano antes, o Tempra tinha design bastante moderno e uma lista de equipamentos raros até para sua categoria, incluindo freios ABS (opcionais), CD Player e check-control. Em 1994 surgiu a cobiçada versão Turbo, que derrubou todos os recordes de desempenho da época. O Tempra saiu de cena em 1999, convivendo por um curto período ao lado de seu sucessor, o Marea.
10. Marea (1998-2007)

Adorado e odiado na mesma medida, o Marea estreou no país em 1998, quando os fãs da Fiat ainda choravam a despedida do Tempra. Com design moderno e comportamento esportivo, o carro conquistou uma legião fiel de fãs, especialmente por causa da versão Turbo - equipada com um motor 2.0 Turbo de 182 cv. Além do sedã, tinha a bela versão Weekend. Saiu de linha em 2007.

segunda-feira, 15 de junho de 2015


O Aeroporto de Guarulhos Esconde
um Cemitério de Carros-fantasmas

Astra Elegance 2004




Marea HLX 2001







Fox 2009






Uno Eletronic 1993